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Antes do predomínio das linhas horizontais e dos ângulos retos, uma filosofia de formas tradicionais atingiu o seu apogeu com a série Mercedes 300 S.

No entanto, convém acrescentar que só algumas pessoas podiam possuir um destes automóveis...

Os críticos ficaram completamente extasiados, falavam do "carro da elite mundial" e diziam que o 300S iria representar "o padrão para aquilo que podia ser hoje alcançado na construção automóvel", isto é, tinha a forma tradicional e , neste caso, particularmente nobre... sem recorrer à aerodinâmica.

A pesar de o coupê ter sido desenvolvido a partir do modelo 300, que era o carro oficial do  Governo alemão, possuía linhas pessoais e proporções equilibradas com grande destaque para os seus elegantes contornos arredondados.

Depois de a sua leve capota desaparecer no respectivo compartimento, 0 300S era uma declaração de guerra para todos os outros carros na estrada.

O cabriolet e o roadster eram quase idênticos. Este último tinha uma capota mais leve que podia ser retraída sem varetas de suporte, ao passo que o cabriolé tinha uma estrutura mais complexa, transmitindo a sensação de conforto luxuoso.

O 300 estava na base do projeto, mas a sua distância entre eixos fora reduzida em 150mm, passando a ter 2900 mm.  A taxa de compressão do motor de três litros foi aumentada de 6,4:1 para 7,8:1, e três carburadores Solex invertidos permitiam atingir uma potência de 150 CV.

Com uma velocidade máxima de 176 km/h, o 300S era um dos carros mais rápidos da Alemanha.

Fonte :  h.f.ullmann









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